GESTÃO
EFETIVA DO CAOS
No início da década de 1960, o meteorologista
americano Edward Lorenz descobriu que fenômenos aparentemente simples tinham um
comportamento tão caótico quanto a vida.
A essência da teoria do caos é que uma
mudança muito pequena nas condições iniciais de uma situação leva a efeitos
imprevisíveis. O efeito borboleta.
Um simples exemplo na construção civil,
o fato de se deixar de programar uma tarefa em seus detalhes leva o colaborador
a atrasar a atividade, a ter a sua produção reduzida, a obra não completar o programado, a administração
correr para corrigir, a focar mais na não conformidade em detrimento das outras, as atividades sequenciais postergadas, o planejamento não atingir o objetivo, levando o setor a refazer o planejamento e consequentemente
o atraso da obra e a insatisfação do cliente interno e externo.
Como disse Ken O’Donnell
em seu Curso da Gestão Efetiva do Caos, o caos é qualquer sistema vivo,
dinâmico, complexo, não linear, auto-organizado que passa por entropia e que
deva ser injetado energia vital para que se mantenha vivo.
Até que ponto você
tem uma atitude de criar condições saudáveis de crescimento no seu setor naquilo que você
toca? É preciso como no
caso do exemplo, fazer um monitoramento constante, cuidar das coisas, de si e
das pessoas para o sucesso. Deve-se pensar nas invariáveis.
Segundo Ken, Einstein
dizia que não é possível solucionar um problema com a mesma mentalidade que o
criou, portanto para mudar um sistema tem-se que mudar a consciência, a forma
de pensar.
Todos estamos sendo
pressionados num sistema, cada um deve fazer algo. Aprender a lidar com os
sinais pessoais é o caminho.
Convivemos com
equívocos, a pressão do irreal (fantasia) como foco, acaba se tornando a realidade
de cada um podendo levar ao estresse, a tensão. Somos demasiadamente subjetivos.
A resistência à
mudança (a cultura, a política) torna-se grande quando o tempo é curto e para
suavizar deve-se compreender e a liderança aumentar o tempo de implementação.
A liderança é
pessoal, é relacionamento, é a qualidade da conversa, deve ter credibilidade,
falar e fazer, ser imparcial, não ter favoritos, respeitoso, ter orgulho do que
faz, ter uma mente camarada e num ambiente, dinâmico, turbulento e globalizado
requer a capacidade de lidar com as incertezas permanentes - a falta de conhecimento no resultado de uma ação ou do efeito de uma condição.
Assim, a comunicação deve
ser o desafio constante nas organizações para uma satisfatória forma de se lidar com o caos.
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