segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

"Quem tem melhor foco é relativamente imune as turbulências emocionais, tem mais capacidade de se manter calmo durante as crises e de se manter no prumo apesar das agitações emocionais da vida"

“Não temos tempo para refletir”
Daniel Golemam

Ph.D da Universidade Harvard afirma que enquanto a tecnologia e o excesso de informações geram distrações a cada minuto, cria-se uma geração sem foco, com dificuldade de concentração.

Os gerentes devem entender que para bons resultados, suas equipes precisam ter tempo para se concentrar.

Sem um momento para reflexão fica difícil assimilar o que vem acontecendo ao nosso redor, aumentando as distrações, ansiedade, e assim perdemos controle de nossos pensamentos.

Goleman orienta que devemos dormir bem para ajudar na concentração e fazermos um jejum  "sem interrupções” em que compreende não ter reuniões, deixar de ler e-mail, e receber ligações evitando qualquer fonte de distração.

Ele exemplifica que no Google as pessoas são orientadas a parar por alguns minutos e prestar atenção na respiração no que contribui para ativação do circuito cerebral responsável pela concentração.

Ele diz que existem três tipos de foco, o interno em que você consegue concentrar independente do que ocorre a seu lado, o externo é como compreendemos todo o sistema e o empático para quem quiser ser um bom líder, o como entendemos e falamos com as pessoas. Bons exemplos de empresários com foco são aqueles que conseguem ter um autocontrole, motivam suas corporações e são hábeis em entender os sistemas das empresas.

Steve Jobs possuía o estado de consciência aberta que era dar atenção a tudo que ocorria na mente, a fonte da criatividade. Somente realizava outra tarefa quando concluída a atividade que desenvolvia.

Goleman diz que somente conseguimos isso com mais frequência quando gostamos do que fazemos.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A Importância do Coaching


COACHING

“A essência do coaching é liberar o potencial de uma pessoa para maximizar seu desempenho, ajudá-la a aprender em vez de ensiná-la” Tim Gallwey
Processo interativo e individual que auxilia pessoas a desenvolverem rapidamente suas novas habilidades e mudanças e a produzirem resultados mais satisfatórios em sua vida pessoal e profissional.
O coaching é uma alternativa poderosa para pessoas – coachees, através de uma assessoria pessoal - coach que sabe que o sucesso pessoal ou corporativo não é um ponto de chegada, mas um caminho que necessita de planejamento, superação de obstáculos, mudança de crença, excelência pessoal, motivação, equilíbrio, e transformação individual.
Para o coaching competência, habilidade e capacidade têm o mesmo entendimento e para um bom relacionamento de coaching a confiança é um fator essencial.
O coaching é pouco eficaz para as pessoas que:
·        Não se comprometem com agenda/ações/tarefas;
·         Não se responsabilizam pelos seus atos;
·         Têm dificuldades em receber feedback;
·         Não aceitam ser confrontados ou interrompidos;
·         São forçados por alguém ou pela empresa a participarem do coaching."
A metodologia do processo de coaching leva em média uns 03 meses ou 12 sessões e consta em utilizar perguntas poderosas e assim obter um maior comprometimento do coachee em cada etapa.
Inicialmente o coachee elabora a sua Roda da Vida no qual avalia as dez áreas essenciais de sua vida, quantificando de 0 a 10 por importância e planeja o que será necessário para melhorar ainda mais a sua harmonia ou equilíbrio.
“Quem não sabe aonde ir acaba sempre chegando a outro lugar” Princípio de Stuart.
O processo de coaching é focado em desenvolver competências e habilidades que faltam ao coachee no momento presente com foco no curto prazo para atingir o seu resultado.
O que se busca com o coaching é o desempenho máximo do coachee, a sua motivação. Nesse estágio, investiga-se e trata-se das crenças limitantes que interfiram no processo.
Da PNL sabemos que todas as pessoas possuem os recursos necessários para uma mudança e, portanto pode-se procurá-los em experiências de sucesso no passado e usá-los como base no processo.
Portanto identificar valores que lhes motivam e direcionam, a sua visão e a sua missão, levam os coachees a terem sucesso em seu Plano de Ação na busca de suas metas.

sábado, 31 de agosto de 2013

"A excelência , a qualidade não é um ato, mas sim um hábito"                                                                                          Aristoteles

Bons atos produzem bons resultados, maus hábitos produzem maus resultados. É uma questão de causa e efeito.
O sucesso é resultado de certos hábitos.Uma vez que um hábito se forma, nossos mecanismos automáticos assumem o controle e, inconscientemente, determinam o nosso comportamento em diferentes situações.
Pessoas bem sucedidas desenvolvem bons hábitos para gerenciar o tempo. Procrastinações, indecisões e inatividade são hábitos fracos que têm que ser mudados.
Quando me defronto com algo que tem que ser feito, eu faço, mas antes procuro formular bem objetivamente o que desejo. Sair do estado atual, do momento em que me encontro para atingir o estado desejado.
"O estado desejado é o objetivo. Não se pode definir os passos e recursos quando não se sabe exatamente em que situação se pretende estar no futuro".
Nossas atitudes refletem o nosso pensamento a respeito de nós mesmos e das outras pessoas. É uma postura mental, um conjunto de crenças, de pontos de vista.
O princípio de Stuart diz "Quem não sabe exatamente aonde ir acaba sempre chegando em outro lugar".
Para atingir metas, nós teremos que desenvolver habilidades, assim quais habilidades teremos que desenvolver para que sejamos capazes de atingir a uma determinada meta?
Há uma ferramenta, um artifício para a consecução de um propósito parcial e temporário que faz parte de um caminho para um objetivo mais amplo chamado PDCA, onde P - planejamento, D- Fazer, C - controlar e por sua vez o A - agir, corrigir. Dentro do planejamento há o treinamento, a realização repetida e consciente de certos atos ao longo do tempo para que gere um hábito. É importante saber disso!


Você sabe que sabe sobre o caos na vida?


GESTÃO EFETIVA DO CAOS

No início da década de 1960, o meteorologista americano Edward Lorenz descobriu que fenômenos aparentemente simples tinham um comportamento tão caótico quanto a vida.

A essência da teoria do caos é que uma mudança muito pequena nas condições iniciais de uma situação leva a efeitos imprevisíveis. O efeito borboleta.

Um simples exemplo na construção civil, o fato de se deixar de programar uma tarefa em seus detalhes leva o colaborador a atrasar a atividade, a ter a sua produção reduzida, a obra não completar o programado, a administração correr para corrigir, a focar mais na não conformidade em detrimento das outras, as atividades sequenciais postergadas, o planejamento não atingir o objetivo, levando o setor a refazer o planejamento e consequentemente o atraso da obra e a insatisfação do cliente interno e externo.

Como disse Ken O’Donnell em seu Curso da Gestão Efetiva do Caos, o caos é qualquer sistema vivo, dinâmico, complexo, não linear, auto-organizado que passa por entropia e que deva ser injetado energia vital para que se mantenha vivo.

Até que ponto você tem uma atitude de criar condições saudáveis de crescimento no seu setor naquilo que você toca? É preciso como no caso do exemplo, fazer um monitoramento constante, cuidar das coisas, de si e das pessoas para o sucesso. Deve-se pensar nas invariáveis.

Segundo Ken, Einstein dizia que não é possível solucionar um problema com a mesma mentalidade que o criou, portanto para mudar um sistema tem-se que mudar a consciência, a forma de pensar.

Todos estamos sendo pressionados num sistema, cada um deve fazer algo. Aprender a lidar com os sinais pessoais é o caminho.

Convivemos com equívocos, a pressão do irreal (fantasia) como foco, acaba se tornando a realidade de cada um podendo levar ao estresse, a tensão. Somos demasiadamente subjetivos.

A resistência à mudança (a cultura, a política) torna-se grande quando o tempo é curto e para suavizar deve-se compreender e a liderança aumentar o tempo de implementação.

A liderança é pessoal, é relacionamento, é a qualidade da conversa, deve ter credibilidade, falar e fazer, ser imparcial, não ter favoritos, respeitoso, ter orgulho do que faz, ter uma mente camarada e num ambiente, dinâmico, turbulento e globalizado requer a capacidade de lidar com as incertezas permanentes - a falta de conhecimento no resultado de uma ação ou do efeito de uma condição.

Assim, a comunicação deve ser o desafio constante nas organizações para uma satisfatória forma de se  lidar com o caos.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A Integração entre setores da organização



Um olhar sobre o universo da Integração entre setores nas organizações

Uma das questões mais importantes é a integração dos novos colaboradores quando eles são admitidos na empresa. Essa questão merece importância e é fundamental tratarmos disso.
Para isso, acredito que a empresa deva ter um bom programa de boas vindas, maior que um simples programa de integração, haja integração RH/Setores/Obras/treinamento.
Um programa de boas vindas deve receber o novo empregado, acolhê-lo já no ato da inscrição, fazê-lo sentir parte do time. Fazer parte do time significa saber em que posição se vai jogar, qual resultado se espera, qual a equipe que está no time com ele, o que se espera desse time, quais os seus direitos, como a empresa funciona, como é e como funciona o canal de comunicação dentro dela, qual o seu plano de carreira, quando e como o empregado pode contar com a empresa ao precisar dela.
Quando se estabelece um contrato de trabalho com a empresa, esse contrato é assinado pelos dois lados, pelo empregado e empresa. Então, direitos e também obrigações devem ficar claros. É necessário que o novo empregado saiba as suas responsabilidades, antes de saber o que tem que ser feito, para que o seu resultado seja mais efetivo. Ninguém consegue dar um bom resultado se não sabe a razão do que está fazendo, qual sua contribuição para o produto final e para o cliente.
Integrar o funcionário é isso. É dar conhecimento a ele da sua importância dentro da organização; é clarear as interfaces do seu trabalho; é apresentar os clientes internos e explicar a sua responsabilidade para com eles; é deixar claro a importância da sua contribuição para a continuidade do trabalho pelo outro; é deixar claro a importância do seu trabalho para o produto final ou serviço comprado pelo cliente. É entender a Política de Qualidade da Empresa. É se reconhecer como Colaborador S/A, afinal os valores, a visão e missão se assemelham.
Seguramente um programa bem elaborado, com boa comunicação, dirigido ao colaborador dá bons resultados.  Um programa de boas vindas não deixa de ser um programa de comunicação. Para isso é importante que o conteúdo, a forma, a linguagem, os recursos sejam adaptados para o bom entendimento deles. O comunicador, o emissor deve se fazer entender para o receptor captar a mensagem e dar o resultado esperado, pois comunicação é resultado. Então essa questão tem que ser considerada. Pessoas têm entendimentos diferentes sobre as coisas e maneiras diferentes de aprender também.
Algumas empresas também trabalham com terceiros e é importante que se desenvolva junto com a empresa fornecedora um programa de boas vindas específico e com conteúdo dirigido para esses colaboradores. O colaborador é empregado do terceiro, mas ele está trabalhando e contribuindo para o produto final da organização.  Então, ele também deve estar bem sintonizado, treinado, monitorado e se sentir parte do mesmo time.
Como os colaboradores são recebidos no canteiro de obras e administração central?
São orientados pelo técnico/administração no que têm que fazer, treinados nas instruções de serviços, mapas de processos ou pela pressa acabam  sendo enviados às frentes de serviços para cumprirem com o resultado do mês? Com essa última atitude os colaboradores acabam aprendendo sozinhos, aprendem muitas vezes de maneira errada, utilizam as suas experiências trazidas de outras empresas por ser mais fácil e cômodo, adquirem vícios que podem comprometer o trabalho, portanto ficam no comando, deixando de atingir o resultado esperado.

Um profissional que se sente acolhido, orientado e responsabilizado, com certeza vai se sentir motivado e vai produzir muito melhor e provavelmente a obra irá atingir o objetivo. Integrar é preciso..

sábado, 29 de junho de 2013

O plebiscito é caro e não obriga o Congresso em atendê-lo...


Marco Aurélio: plebiscito é caro e desnecessário

Josias de Souza


Marco Aurélio: ‘A menos que queiram fazer revolução’, princípio da anualidade tem que ser observado
Membro de dois tribunais superiores —STF e TSE—, o ministro Marco Aurélio Mello recebeu a proposta de realização de um plebiscito sobre reforma política com os dois pés atrás. “Não considero necessário o plebiscito”, disse. “E os custos serão altíssimos”, acrescentou, sem mencionar cifras.
O ministro comentou a iniciativa da presidente Dilma Rousseff numa entrevista ao blog, na noite deste sábado (28). Afirmou que a reforma política é algo técnico demais para ser objeto de um plebiscito. Acha que já não há como aprovar mudanças em tempo de aplicá-las nas eleições de 2014, como quer o Planalto.
Reza o artigo 16 da Constituição que mudanças nas regras do processo eleitoral não podem ser aplicadas às eleições que ocorram até um ano da data da sua vigência. Dito de outro modo: para vigorar em 2014, as alterações teriam de ser aprovadas antes do próximo dia 5 de outubro.
Antevendo a falta de tempo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), passou a afirmar que esse princípio da anualidade pode ser flexibilizado se o povo autorizar no plebiscito. Marco Aurélio Mello discorda: “Uma emenda nesse sentido seria casuística”
E se o povo consentir? O ministro responde citando uma frase que atribui ao jurista Fábio Konder Comparato: “A Constituição também submete o povo.” Marco Aurélio acrescenta: “A menos que queiram fazer uma revolução, rasgando a Constituição.” Vai abaixo a entrevista:
— Acha razoável a realização de um plebiscito sobre reforma política? Não considero necessário o plebiscito. Não vejo razão de ser. O que precisamos é da atuação de deputados e senadores. Eles já tiveram tempo de fazer essa reforma. É preciso levar em conta que a reforma política é algo essencialmente técnico. Tem inúmeras implicações. Não se trata de dizer ‘sim’ ou ‘não’ a certo questionamento. É bem mais complexo.
— Os temas são técnicos demais? O assunto é técnico. E os custos serão altíssimos. É como você submeter questões técnicas ao corpo de jurados, no tribunal de júri. Não é por aí. Penso que é hora de o Congresso atuar, implementando a reforma política. O plebiscito serviria apenas, a meu ver, para pressionar os congressistas. E não é esse o objetivo de um plebiscito. A razão de ser do plebiscito é outra.
— No caso específico, deseja-se pacificar as ruas. A situação pode piorar quando for divulgado o custo do plebiscito, não? Mais do que já estão indignadas! Não é brincadeira! Só se quiserem incendiar mesmo. É preciso levantar todos os dados. Assim, que a ministra Cármen Lúcia [presidente do TSE], apoiada nos setores técnicos, bem informe a sociedade.
— Supondo-se que ocorra o plebiscito, o resultado condicionaria a ação dos congressistas? O resultado do plebiscito, embora pressione, não obriga o Congresso. Depois do plebiscito, se é que ele vai ocorrer, vai haver a tramitação do que de direito: se for alteração à Constituição, será emenda constitucional; se for apenas para alterar a 9.096, que é a Lei dos Partidos Políticos, e a 9.504, que é a Lei das Eleições, serão projetos de lei. É preciso aguardar. Não dá é para atuar com açodamento.
— A ministra Cármen Lúcia está ouvindo os demais ministros do TSE antes de responder às dúvidas levantadas pela presidente Dilma? Por enquanto, não fomos ouvidos. Penso que a consulta feita é quanto à operacionalização do plebiscito –o tempo necessário e os gastos que acarretaria.
— O governo deseja realizar o plebiscito ainda em agosto e aprovar a reforma política até o início de outubro, de modo a implementá-la já nas eleições de 2014. Acha possível? Não acredito. O plebiscito pressupõe um esclarecimento dos eleitores, para que possam se pronunciar. Só aí já teríamos que ter um espaço de tempo considerável. Antes, o plebiscito pressupõe também uma deliberação do Congresso, convocando-o. Cabe ao Congresso convocar, não ao Executivo. E os congressistas terão que dar os parâmetros, inclusive quanto aos questionamentos a serem veiculados no plebiscito. Isso leva tempo.
— Pela Constituição, as novas regras só poderiam ser aplicadas em 2014 se aprovadas antes de 5 de outubro. Algumas pessoas –entre elas o presidente do Senado, Renan Calheiros— afirmam que esse princípio da anualidade pode ser flexibilizado se o eleitor autorizar no plebiscito. Pode? Uma emenda nesse sentido seria casuística, para se driblar algo que implica segurança jurídica. O que nós temos como regra é que a lei –quando falo lei, estou falando de gênero, incluindo emenda constitucional— entra em vigor imediatamente. Mas não se aplica às eleições que ocorrerem até um ano após. É uma garantia que está na Carta da República.
— Esse assunto foi apreciado pelos senhores, no STF, por ocasião do julgamento da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa. O princípio da anualidade é protegido por cláusula pétrea da Constiuição? De fato, tratamos disso na Lei Complementar 135, de 2010. Nós costumamos ter como cláusulas pétreas aquelas em relação às quais há proibição, no artigo 60, parágrafo 4º, de ter-se deliberação a respeito: a forma federativa de Estado, o sufrágio universal, a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais. Se enquadrarmos essa cláusula do artigo 16 da Constituição como uma garantia constitucional de envergadura maior, aí nós vamos assentar que é uma cláusula pétrea. Mas penso que a saída nao é por aí. É preciso pensar que as alterações serão promovidas sempre pelo ângulo da razoabilidade.
— E se a questão for incluída no plebiscito e o povo autorizar a implementação de eventuais mudanças em 2014, mesmo fora do prazo constitucional? Fábio Konder Comparato tem uma frase muito célebre. Ele diz que a Constituição também submete o povo. A menos que queiram fazer uma revolução, rasgando a Constituição. Não é o fato de o povo, que tem uma visão leiga, querer algo contrário à Constituiçao que nos levará a rasgar a Carta da República.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Comprometimento eficaz é o exemplo...


Escrito por Luiz Marins 

Não se iluda. Numa empresa, nada ocorre de baixo para cima. Ou os dirigentes dão o exemplo ou nada ou pouco ocorrerá. Não adianta falar. Não adianta fazer discursos. Não adianta colocar faixas. Não adianta pregar quadrinhos nas paredes com frases de efeito e exortações para a qualidade, para o atendimento ao cliente, para a cortesia, para a prestação de serviços. Se os dirigentes não tiverem um genuíno comportamento e atitudes "exemplares" tudo ficará no discurso, na intenção e pouco ocorrerá de concreto, de efetivo dentro da empresa no dia-a-dia. Essa é a verdade, nua e crua.

Temos feito várias pesquisas de antropologia corporativa e os resultados são surpreendentes. Se você chega num hotel e é friamente ou rispidamente atendido na recepção, pode ter certeza, o gerente do hotel trata as pessoas e seus funcionários, fria e rispidamente. Se você é tratado com descortesia no estacionamento de um supermercado, pode ter certeza de que o gerente desse supermercado trata as pessoas com descortesia. Se você é tratado secamente pelas enfermeiras e atendentes num hospital, pode ter certeza – a direção do hospital trata a todos da mesma maneira. Se você numa empresa tem dificuldades em ser atendido com uma reclamação ou pedido, pode ter certeza – a diretoria e as gerências têm uma atitude negativa em relação a pedidos de clientes. E assim por diante. Se um garçom atende você mal num restaurante, pode ter certeza de que o dono ou gerente do restaurante trata mal os seus funcionários. Os funcionários de uma empresa repetem as atitudes e comportamentos de suas chefias. Acredite!

Assim é através do exemplo e das pequenas atitudes e comportamentos que emitimos no dia-a-dia que passamos a visão e os valores de nossa empresa aos nosso funcionários. Não adiantam campanhas, faixas, cartazes, panfletos se não houver o exemplo da liderança, principalmente nas pequenas coisas.

Tenho visto empresas que gastam tempo e recursos em campanhas institucionais de qualidade, por exemplo. São dezenas de peças – folhetos, faixas, livretos, pôsteres e até palestras falando e disseminando o conceito e a importância da qualidade. Na prática, pouca eficácia têm essas campanhas. Por quê? Porque a liderança da empresa não está "de facto" comprometida com a qualidade. E isso é demonstrado a cada momento, a cada comportamento, a cada decisão da diretoria. Na hora de escolher os fornecedores de matéria prima, escolhe-se não pela qualidade, mas pelo preço. Na hora de comprar equipamentos, escolhe-se não pela qualidade, mas pelo preço. Na hora de escolher a embalagem, escolhe-se a mais barata e não a que melhor protegerá o produto. Na hora de escolher os operadores de logística, escolhe-se os mais precários porque mais baratos. E a qualidade?

A qualidade fica no "discurso".

[...] E o "encantamento do cliente" fica, novamente, no discurso.
Enquanto os dirigentes e "líderes" não tiverem consciência de que se não derem o exemplo de atendimento, qualidade, comprometimento, atenção aos detalhes, follow up, educação, cortesia, limpeza, respeito, etc., nada disso ocorrerá na empresa, estaremos vivendo a mentira dos quadrinhos e das faixas de exortação. Continuaremos ouvindo a telefonista repetir, com aquela voz mecânica que nossa ligação é a coisa mais importante para a empresa e continuaremos a receber o tratamento frio, descortês, descomprometido e sem os resultados que esperamos, como clientes.

sábado, 25 de maio de 2013

Passar pelo crivo da verdade...

As três peneiras
       Olavo foi transferido de projeto. Logo no primeiro dia, para fazer média com o chefe, saiu-se com esta:
       - Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele...
       Nem chegou a terminar a frase, o chefe aparteou:
       - Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?
       - Peneiras? Que peneiras, chefe?
       - A primeira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro?
       - Não. Não tenho não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram. - Então sua história já vazou a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
       - Claro que não! Nem pensar, Chefe.
       - Então, sua historia vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira peneira que é a UTILIDADE. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?
       - Não chefe. Passando pelo crivo dessas peneiras, vi que não sobrou nada do que iria contar - fala Olavo, surpreendido.
       - Pois é Olavo. Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras? - diz o chefe sorrindo e continua: - Da próxima vez em que surgir um boato por ai, submeta-o ao crivo dessas três peneiras: VERDADE, BONDADE, UTILIDADE, antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, porque:
      PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS;
      PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS;
      PESSOAS MEDÍOCRES FALAM SOBRE PESSOAS.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Pressupostos, pré-suponha como verdadeiros e aja como se fossem!


Pressupostos.

De acordo com o dicionário Aurélio, é definido como “supor de antemão, presumir”.Em sites de pesquisa:
“Pressupostos são ideias não expressas de maneira explícita, mas que pode ser percebida a partir de certas palavras ou expressões utilizadas. Quanto a utilização de pressupostos, eles devem ser sempre verdadeiros ou aceitos como verdadeiros, pois eles que construirão informações explícitas;
O que se pode supor de modo antecipado; pressuposição. O que se pretende alcançar, buscar; meta, objetivo etc. Plano que se faz para desenvolver alguma coisa; projeto. Desculpa ou razão dada para disfarçar o real motivo de um comportamento ou omissão; desculpa, pretexto.”
Para a PNL – Programação Neuro-Linguística , segundo Joseph O’ Connor  “são princípios centrais, sua filosofia orientadora, “suas crenças”. Estes princípios não são com certeza verdadeiros ou universais. Não é necessário acreditar que são verdadeiros, [...] porque você os pré-supõe como sendo verdadeiros e depois age como se fossem.” Eis alguns:
“as pessoas respondem a sua experiência, não a realidade em si;Ter uma escolha ou opção é melhor do que ter uma escolha ou opção; as pessoas fazem a melhor escolha que podem no momento; Todas as ações tem um propósito; todo o comportamento tem uma intenção positiva; o significado da comunicação não é simplesmente aquilo que você pretende, mas também a resposta que obtém; mente e corpo formam um sistema. São expressões diferentes da mesma pessoa; se quiser aprender, aja”.
Se as pessoas experienciarem esses princípios, trabalharem a si mesmas para se tornarem as pessoas que realmente desejam ser e podem ser, certamente poderão ajudar a si mesmas e a outras pessoas de forma mais eficaz. É o equivalente no voo da vida a colocar a sua máscara primeiro e após ajudar o outro, não é mesmo?
Todo o ser humano responde a sua experiência, não a realidade em si, não sabemos o que é a realidade, o que é a verdade.
Desde que nascemos recebemos diversos estímulos que são diferentes de você, do outro, ou de mim, coisa que possa ter visto, presenciado, assistido, lido, ouvido, percebido, sentido em sua vida, experiências e que estão registrados em nossas mentes que vão nos formando como pessoas, caracterizando a nossa representação interna, o nosso mapa da vida. O seu medo não é o meu medo, a sua família não é a minha família as vivências são diferentes.
As pessoas fazem a melhor escolha que podem no momento resgatando o que tem da sua representação interna, pode ser uma escolha má, ou boa, uma derrota, e se oferecemos uma opção a mais, ela poderá adotá-la melhorando o seu mapa de mundo.
Através dessas escolhas todo o comportamento humano possui uma intenção positiva, eu disse todo o ser humano e em qualquer situação temos pelo menos um propósito que valorizamos e que nos beneficie. Uma pessoa não é o seu comportamento. Em nossas relações o que sabemos bem é criticar o outro, a pessoa, o ser humano, aquele que está na sua frente. O que se critica no outro tem a ver com o nosso desequilíbrio interno sendo projetado no outro. É importante que saibamos separar a intenção do comportamento.
Portanto nas relações, mente e corpo formam um sistema que precisa estar em equilíbrio para estarmos e sermos saudáveis. Mente e corpo se interagem e se influenciam mutuamente. O que ocorre em um afeta de imediato o outro. Quando nós pensamos de forma diferente, nossos corpos mudam. Quando agimos de forma diferente, modificamos nossos pensamentos e sentimentos e passamos a entender o mapa do outro.
O grande diferencial é que se pode aprender a ser mais feliz....
Saudações Indespianas.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Boca a Boca negativo também dói no bolso

Saiu no Estado de São Paulo de 29/04/2013


A reclamação de clientes pode afetar não só a imagem, mas o desempenho financeiro e o valor de mercado das empresas, concluiu uma pesquisa do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper).
Os consumidores insatisfeitos podem deixar de comprar produtos de uma empresa. E com a marca danificada, ela terá mais dificuldade de conquistar novos clientes.
[...] Um dos casos mais famosos é o de um cantor que colocou no YOUTUBE para protestar contra a quebra do seu violão em voo pela United Airlines. [...] em 04  dias teve 4 milhões de acessos nas redes sociais, implicando na queda de 10% na cotação das ações da empresa."
O ato de reclamar de um serviço ou produto ruim em um único comentário no Facebook pode atingir a centenas de pessoas."
Segundo Sandra Turchi da Escola Superior de Propaganda e Marketing as empresa perdem por não responder uma queixa do "Reclame Aqui" e sugere como prevenção para evitar dano a imagem da empresa direcionar parte do orçamento do MKT para monitorar sua imagem em rede sociais.
[...] " O problema força a empresa a olhar para as redes sociais, [...] percebem que há uma oportunidade enorme de trabalhar sua marca nesse canal".
[...] "quem reclama de um produto com defeito, por exemplo, recebe um atendimento diferente em relação ao consumidor que fala mal do atendimento que recebeu..
                                                                Pesquisadores do Insper Danny Claro e Fábio Fragoso.
Será que não valeria a pena investir em agências especializadas em mídias digitais que possuem equipe e softwares focados em identificar e responder comentários de internautas? ou depende de quanto custa perder um novo ou velho cliente?

Motivação para a Qualidade

Um excelente Seminário: Motivando todos para a Qualidade com Alfredo Rocha.

Evento ocorrido terça à noite no Teatro da UFES.

Todos somos responsáveis pela qualidade, desde as situações caseiras à empresa.
Muitas empresas estão na mesmice face a sua ineficaz transparência no mundo corporativo interno.
As suas ações se refletem em seus colaboradores e de seus colaboradores se evidenciam, os "complicadinhos", aqui se faz assim mesmo, isso não é para mim, dentre outros.
Os erros acontecerão, mas as falhas são de urgência e notória a sua eliminação.
É necessário distinguir a "Gabrielês" no mundo corporativo interno. Eu nasci assim, vou viver assim. Quantas empresas "obrigaram" a presença, pagaram esse evento e isso ainda é visto como o problema da empresa. Ela dá o primeiro passo, mas o seguinte deve ser o seu..
As mudanças estão ocorrendo a cada segundo e portanto devemos estar  preparados para fazermos a diferença..
Consciência e responsabidade devem andar juntas para o comprometimento. Como está a sua consciência? é preciso conhecer para engajar.
Convites para participação em eventos desse tipo, sempre existirão em nosso universo, cabe a você enxergá-lo como oportunidade e buscar fontes para afinação de suas ferramentas..
Saudações Indespianas!

sábado, 27 de abril de 2013

Transparência....


Contaminados pelo vírus da excelência
Escrito por Luiz Marins  

            Um grande líder, ao terminar uma visita a uma empresa, pediu para reunir os funcionários e disse-lhes: Parabéns! Vocês foram contaminados pelo vírus da excelência!
            Tudo nessa empresa era bem feito. Quase perfeito! Os produtos eram de impecável qualidade. A limpeza era primorosa. As pessoas sabiam o que fazer e faziam bem. Até o café servido era um expresso de ótima qualidade. Num painel logo na entrada da empresa havia dezenas de cartas de clientes, carregadas de elogios. A empresa tinha sido contaminada pelo vírus da excelência!
            De fato é impressionante como há empresas e pessoas que parecem ter sido contaminadas pelo vírus da excelência. Fazem tudo com sentimento de perfeição, com comprometimento, atenção aos detalhes e "follow-up" imediato. E todas as pessoas que trabalham numa empresa contaminada por esse vírus sentem-se mal quando alguma coisa não excede os padrões normais de qualidade. Não basta ter qualidade. É preciso exceder, ser excelente!
            A palavra excelência vem de excellere (latim) ex = além, acima, + cellere = alto, torre. ma pessoa ou coisa excelente é aquela que é ou está acima ou além dos limites comuns.
            E o vírus da excelência é benigno. Ele atrai ao invés de repelir; ele soma e multiplica ao invés de subtrair e dividir. O vírus da excelência aumenta a auto-estima e, como num círculo virtuoso, torna as pessoas inconformadas com a baixa qualidade.
            Procure prestar atenção em empresas, marcas, pessoas que foram contaminadas pelo vírus da excelência. Você as conhece?
            Há pessoas e empresas que nos deixam a impressão de terem sido contaminadas pelo vírus da excelência e que nos dão total segurança. Aquela marca de automóvel, aquele médico, aquele dentista, aquele professor, aquele militar, aquele restaurante – tudo o que fazem é com sentimento de perfeição.
            E a verdade é que pessoas contaminadas por esse vírus contaminam outras. E, rapidamente, o vírus se espalha e toda a empresa ou organização em que trabalham fica contaminada e a excelência passa a tomar conta de tudo e de todos, trazendo como conseqüência um incrível sucesso.
            Acredite: o vírus da excelência é o único vírus que, em vez de nos prejudicar ou matar, nos salva e fortifica. Deixe-se contaminar!
            Pense nisso. Sucesso

sábado, 20 de abril de 2013

Para a continuidade da Certificação ISO 9001, como seria ouvir o Cliente?

Olá Ronaldo,

Gostaria de saber a sua opinião sobre o que está ocorrendo na empresa que eu trabalho. A empresa é localizada na Paraíba e o sua maior fatia do mercado é nas regiões Norte e Nordeste. Passamos agora pela última auditoria externa de manutenção e o próximo passo será a recertificação, mas o nosso diretor quer manter o SGQ e não quer recertificar, pois para ele o CERTIFICADO não agregou valor no mercado e o custo dessas auditorias não compensa. Qual a sua opinião?

Sds,

Rose

A questão levantada pela Rose é muito pertinente e interessa a muitas empresas, principalmente micro e pequenas que desejam se certificar, mas não estão certas se vale a pena (o custo). A implantação de um SGQ em uma empresa, independente do tamanho que tenha, pode trazer muitos benefícios se for bem conduzida e administrada. Entre esses benefícios podemos contar:

- uniformização de processos;
- agilidade na resposta ao cliente e no acompanhamento de suas necessidades;
- definição de foco, de política e missão;
- conscientização do pessoal;
- melhoria contínua monitorada…

Mas veja bem! Eu disse que a implantação pode trazer esses benefícios, não a certificação! A certificação garante aos seus clientes que o seu SGQ foi avaliado e considerado satisfatório conforme a norma. Ela pode ser desconsiderada? Necessariamente não. O certificado está para o SGQ como a Habilitação para o motorista. É o documento que avaliza sua adequação. Você pode aprender a dirigir, e até se tornar um bom motorista, mesmo sem ter habilitação. Mas na hora de garantir que você é de fato um motorista apto não tem jeito: é preciso apresentar a CNH! Acredito que o Diretor da empresa onde a Rose trabalha não contrataria um motorista sem habilitação, certo? Pois é assim com a certificação: muitos clientes não aceitam você como fornecedor sem ela, e você pode perder negócios…

Agora vamos ver o ponto de vista do Diretor da Empresa X: A empresa desenvolveu um bom SGQ e obteve o certificado ISO 9001:2008. Quando tomou essa decisão, creio que considerava que o certificado seria um diferencial junto aos clientes. Infelizmente, depois de algum tempo, ele percebeu que não vieram novos clientes, não aumentaram as vendas, e passou a existir um custo periódico com a certificação… Ele certamente ficou frustrado com essa situação e decidiu que não precisaria ou não deveria gastar mais com esse negócio de Certificado ISO! Porém, viu que ter um SGQ foi algo bom para a Empresa X, então achou melhor conservá-lo…

Ele está certo? Ele está errado? …………………………………Depende!

Se para o seu mercado de atuação não existe a exigência de certificação, seus clientes não se importam se você tem ou não ISO fulana-de-tal, pode até ser uma boa decisão a dele! Cuidado, pois ela envolve certos riscos: Sem o acompanhamento externo e avaliação periódicos, o SGQ pode estagnar e retroceder. Pode acabar virando um gato do templo! Existe, está lá, e ninguém mais sabe por quê. Considero louvável uma empresa que se interesse por qualidade e busque se adequar aos requisitos da norma mesmo sem ter certificação, mas a mudança acaba se tornando inevitável.

Para a maioria dos mercados a certificação hoje não é mais um diferencial, mas uma obrigação. Entre um fornecedor certificado e um não certificado, a preferência é pelo primeiro.
Outro ponto a considerar: O ganho com a certificação, sendo ela ou não uma exigência do mercado, não deve ser visto especificamente como um incremento no faturamento da empresa. Isso pode até ocorrer pelo aumento da credibilidade da empresa junto aos clientes potenciais e de carteira, mas o ganho real mesmo é na melhoria dos processos, na diminuição de refugos, retrabalhos, etc… Esse ganho nem sempre é contabilizado, o que é um erro.

Voltando à questão levantada pela Rose, a decisão de manter ou não a certificação da empresa cabe a Alta Direção, que deve decidir conforme a realidade e interesses da empresa e seus clientes. Verificar com os clientes qual a importância da certificação através de uma pesquisa pode ser uma ideia que ajude na tomada dessa decisão.
                                                                            Ronaldo Costa Rodrigues - Editor do Qualiblog

Arrumar para um comportamento de sucesso...




Quando a culpa é do dono....

Sabe aquela meta de vendas que apesar de não ser nada demais, entra mês e sai mês continua lá, distante de ser alcançada? Ou aquele funcionário de semblante pesado, que a despeito de todo o seu interesse e esforço permanece desmotivante e desmotivado? Pois bem, para alguns especialistas, as raízes para esses problemas podem não estar necessariamente dentro do departamento comercial, que anda pouco inspirado na abordagem aos cliente, ou na cabeça do empregado, que parece mal humorado por natureza. Para eles, quando alguma coisa vai mal dentro de uma empresa, a culpa – quase sempre – está com o empreendedor, o dono do negócio.

Para quem acha a tese acima pouco crível, o professor da Fundace Business School, Gilberto Tadeu Shinyashiki, logo rebate: “a empresa sempre vai ter a cara de seu dono, tanto para o lado ruim, quanto para o bom”. Para ele, é errado pensar que os problemas do empreendedor não repercutem no desempenho dos funcionários  e no negócio como um todo.

O consultor Claudio Diogo, sócio-diretor da Tekaore, especializada em treinamento de equipes comerciais, concorda com Shinyashiki. “Quando um adolescente dá muito trabalho, eu costumo dizer que, não é apenas ele que está errando, mas seus pais também. Falta alguma coisa dentro de casa que justifique aquele comportamento. Em uma empresa, seja ela pequena, média ou grande, é igual”, afirma.

                                                   Consultor Claudio Diogo, da Tekoare, especialista em equipes comerciais.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

QUALIDADE!

"Nos dias de hoje qualidade é questão de sobrevivência para empresas de todos os segmentos. Além de o cliente ficar mais exigente e informado a cada dia, a concorrência cresce constantemente. Se você não conseguir entregar o seu produto ou serviço de forma que atenda e também supere as expectativas das pessoas, corre um grande risco de perder espaço no mercado em que atua.
A gestão da qualidade é a gestão de processos. Por sua vez um processo é o conjunto de atividades inter-relacionadas que transforma insumos em produtos ou serviços. Estas atividades precisam de pessoas que entendam a parte técnica e que também saibam liderar outras pessoas. Além de conduzir é necessário divulgar e disseminar as normas e os procedimentos estabelecidos. Com isso o papel da liderança e as estratégias de comunicação se tornam fundamentais na busca da qualidade total.
O conceito de qualidade vem sofrendo adaptações com o passar dos anos, acompanhando o processo de globalização, cenário politico, econômico e social. Seus primeiros movimentos surgiram após a II Guerra Mundial no Japão e um dos principais nomes deste período foi do norte americano William Edwards Deming, que fez contribuições significativas para que o Japão se destaca-se mundialmente pela fabricação de produtos inovadores e de alta qualidade.
Deming estabeleceu alguns pontos para a gestão que descrevem o caminho para a qualidade total, que devem ser continuamente aperfeiçoados:
  1. Adotar uma nova filosofia. Vivemos numa nova era econômica. A administração ocidental deve despertar para o desafio, conscientizar-se de suas responsabilidades e assumir a liderança em direção à transformação.
  2. Acabar com a dependência de inspeção para a obtenção da qualidade. Eliminar a necessidade de inspeção em massa, priorizando a internalização da qualidade do produto.
  3. Aperfeiçoar constante e continuamente todo o processo de planejamento, produção e serviços, com o objetivo de aumentar a qualidade e a produtividade e, consequentemente, reduzir os custos.
  4. Fornecer treinamento no local de trabalho.
  5. Adotar e estabelecer liderança. O objetivo da liderança é ajudar as pessoas a realizar um trabalho melhor. Assim como a liderança dos trabalhadores, a liderança empresarial necessita de uma completa reformulação.
  6. Eliminar o medo.
  7. Quebrar as barreiras entre departamentos. Os colaboradores dos setores de pesquisa, projetos, vendas, compras ou produção devem trabalhar em equipe, tornando-se capazes de antecipar problemas que possam surgir durante a produção ou durante a utilização dos produtos ou serviços.
  8. Eliminar slogans, exortações, e metas dirigidas aos empregados.
  9. Eliminar padrões artificiais (cotas numéricas) para o chão de fábrica, a administração por objetivos (APO) e a administração através de números e metas numéricas.
  10. Remover barreiras que despojem as pessoas de orgulho no trabalho. A atenção dos supervisores deve voltar-se para a qualidade e não para números. Remover as barreiras que usurpam dos colaboradores das áreas administrativas e de planejamento/engenharia o justo direito de orgulhar-se do produto de seu trabalho. Isso significa a abolição das avaliações de desempenho ou de mérito e da administração por objetivos ou por números.
  11. Estabelecer um programa rigoroso de educação e auto aperfeiçoamento para todo o pessoal.
  12. Colocar todos da empresa para trabalhar de modo a realizar a transformação. A transformação é tarefa de todos.
Você que busca oferecer o melhor serviço ou produto para seus clientes, saiba que compreender estes  pontos será um grande passo no caminho da qualidade total. Lembre-se que a implantação desta filosofia implica na participação de todos os membros da organização, que devem prezar pela melhoria contínua e excelência de seus processos e serviços, em busca da satisfação total de seus clientes internos e externos, gerando uma sinergia entre gestão de pessoas e gestão de negócios". Por Fernando Rosa - Coach.


domingo, 7 de abril de 2013

Resistência é ter flexibilidade...

Intenção positiva.

A propósito de uma conversa com amigos sobre comportamento do ser humano.
Todos temos um comportamento que é positivo em um dado momento de nossa vida.
Por trás de cada comportamento, existe um propósito positivo para aquele que o pratica, mas não para aquele que o visualiza, que o presencia..
Tudo o que fazemos é a nossa melhor resposta diante das circunstâncias que se apresentam de acordo com a nossa visão de mundo, percepções, sentimentos, memórias e portanto passíveis de críticas por parte do outro.
Pergunte as pessoas se elas reconhecem se erraram, se falharam no comportamento,  e você, verá e ouvirá um sonoro não, não é mesmo? e poderá se justificar. Você já vivenciou algo na vida , não foi?
Ninguém age com a intenção de falhar ou causar dano ao outro pelo simples prazer de fazer mal, salvo ser for doente, um psicopata, não é?
Vamos imaginar uma criança que finge estar passando mal para não ir à escola. O que ela estaria dizendo com isso? queria se proteger? (evitar uma prova, os colegas implicando?) ou buscando um ganho (ver TV, dormir um pouco mais, etc.). Acredito que quando crianças agimos mais ou menos assim, não foi?
Ver a intenção positiva no outro é algo que incomoda,  pois a situação que passa, ou passou, de uma forma consciente ou inconsciente vem em confronto aos  valores, pensamentos, memórias de quem presencia e não  é aceito.
Quantos em seu mundo não se enquadram em alguns desses comportamentos abaixos? Qual foi o propósito? O que havia por trás disso?
Quem não furou uma fila?
Quem não avançou um sinal?
Quem não inventou uma desculpa por chegar atrasado?
Quem não praticou algo da forma que entendeu?
Quem não sentiu raiva?
Quem não prometeu parar de fumar e não parou?
Quem não gritou para ser reconhecido?
Quem não?
Teve um acesso de mau humor?
Foi mal na escola?
Fez as tarefas domésticas?
Bateu em alguém?
Gritou com a pessoa que ama?
Faltou a um compromisso?
Assim se procurarmos expandir nosso mapa (experiências) para termos mais escolhas e quanto mais escolhas tivermos, mais estaremos livres e menos influência sofreremos.
Entenderemos mais facilmente o comportamento do outro sem a necessidade de aceitar.
Devemos exercitar a flexibilidade com disse Joseph O` Connor "estar em 2ª posição é dar o salto criativo de sua imaginação para compreender o mundo a partir da perspectiva da outra pessoa, pensar pela qual ela pensa".
Saudações Indespianas.










sexta-feira, 5 de abril de 2013

Lidando com a resistência.



Hoje tive uma nova experiência sensorial.

Resistências, oposições e bloqueios são processos que a mente utiliza para preservar sua integridade.
Esses processos provem de decisões limitantes ou ilusões a respeito de como é a realidade.
Como a realidade é o que vejo, é a minha percepção baseada em minhas experiências, nos meus sentimentos, pensamentos, recordações, valores, crenças, etc e que será diferente de você ou do outro, o que fica registrado em meu cérebro é, portanto uma representação. E essa representação da realidade será apenas uma parte da matéria captada de informações que chegam ao meu cérebro e que se forem estados vividos como insatisfatórios, dolorosos e que restringem as escolhas disponíveis numa determinada situação serão considerados estados limitantes.
Assim sendo, cada vez que eu resisto, mais intensifico essa resistência, pois eu coloco o meu foco e aí perco  energia.
Acredito que não exista pressão, e sim resistência a pressão.
Quando eu luto contra, mais reforça aquilo a condição inicial.
Quando eu pressiono alguém a fazer algo, há a resistência do outro.
Quando eu sou pressionado pelo outro, maior será a minha resistência se eu me opor.
A resistência parte de uma crença minha que me tira do equilíbrio, pois é escolha de estado limitante.
Portanto lidar com a resistência é aceitá-la, mas poderá deixá-la ir embora quando quiser.

Saudações Indespianas...



quinta-feira, 21 de março de 2013

A mudança incomoda!


A propósito de uma conversa que tive com amigos pude perceber a distância que existe entre aceitar a mudança e o outro. Como "sofrem" essas pessoas...mas podem reverter isso.

"Lembre-se, os incômodos que sentimos na presença de outras pessoas estão em nós e não nos outros. Ao mudar a forma de perceber o outro, você não sentirá mais a necessidade de mudá-lo.
Uma das principais causas de sofrimento e angústia na vida de muitas pessoas são os conflitos de relacionamento. Muitos desses conflitos acontecem pela expectativa que se cria sobre a outra pessoa e pela não aceitação do outro".

Aceitar o outro é um dos principais pilares para manter um relacionamento harmonioso com qualquer pessoa, porém se há uma grande dificuldade para aceitar, pelo menos entender, pois o outro pode estar sobre cobrança, sobre pressão, etc. Quando existe a intenção de mudar alguém, cria-se uma tensão no vínculo entre essas pessoas, pois a maioria irá resistir a essa tentativa de ser influenciada. E se você está influenciado emocionalmente como acreditas que agirá? faltará provavelmente recursos para se sair pouco melhor da situação, não é?

Somos seres humanos, nossos egos nos direcionarão de forma inconsciente seguindo os caminhos que possuímos nos registros de nossa mente e portanto poderemos ser surpreendidos, porém sempre acreditaremos que estaremos com a verdade, mas o que é a verdade?

O caminho para o bom entendimento se aprende e o interessante que você possui todos os recursos necessários, mas como seria se você se desprendesse da autosuficiência inconsciente e partisse para a transformação interna? Afinal, promovendo a própria renovação, o espetáculo é que o mundo muda a seu redor....Qual é o seu propósito na vida? É ser feliz? ou não?
Saudações Indespianas!

terça-feira, 19 de março de 2013

"Conheça a ti mesmo"


                                                                          CONHEÇA A TI MESMO

"É necessário se conhecer melhor para ser feliz. “Conheça-te a ti mesmo”, essa frase emblemática é o fundamento de toda felicidade aqui na terra. Sócrates aconselhava seus discípulos a se autoconhecerem, pois somente assim as pessoas sairiam da caverna, das trevas de seus espíritos para alcançarem a luz, a verdade e a felicidade".

Quando nos conhecemos dificilmente agimos por impulso, dificilmente somos dominados por nossas paixões, mais resolvidos e determinados somos em nossos objetivos. Conhecer a si mesmo significava que devemos nos ocupar menos com as coisas desse mundo, como riquezas, fama e poder, e nos preocuparmos mais com o cultivo de si, cultivando o conhecimento para contemplar o bem, o belo e a verdade. Somente assim seremos felizes.

Hoje em dia saímos de nossas escolas com farto conhecimento técnico, muito louvável porém negavelmente virtuoso para uma relação com o outro e maior ainda consigo.

O autoconhecimento transcende ao universo diário de informações que cada um vivencia. Somos muito bons naquilo que não conhecemos e discutimos com galhardia como verdade. Pergunto, estaria errado aquele que processa e negocia o seu entendimento? a meu ver, é claro que não, pois é a sua experiência, sua história de vida, memórias a referência que tem registrada e confirmada pelos seus metaprogramas.

Quanto mais descrição do mundo você tiver, mais rico será o seu modelo de mundo e portanto a sua relação com o mundo do outro será mais transparente, entendível, conseguindo você se sair melhor dos entraves que por ventura possa se aventurar.

Ferramenta para aprendizado, para o autoconhecimento é através da prática, basta buscar o "alimento", ter o interesse, conseguir vencer o medo de si e você tem a melhor escola para isso, pois possui todos os recursos necessários. 

Não concorde comigo depressa demais. Pense um pouco no que lês e depois me diga a sua opinião.

Saudações.