"Sempre na campanha de certificação a Alta Direção se coloca totalmente disponível e exigente para que a equipe conquiste a certificação, depois, já com o “quadrinho de pendurar na parede” relaxam e ai o sistema começa ficar comprometido e nas costas dos incansáveis heróis da qualidade: o/a Gestor/a da Qualidade, os quais assumem para si a tarefa de manter o sistema funcionando e a certificação nas auditorias de manutenção, não sendo raro, inclusive, ser ele/ela intitulado/a “o/a chatinho/a da qualidade. Isto acontece porque todo mundo não entendeu para que serve a ISO e, por isso, não se compromete com ela !
Pois bem, partindo de que já nos situamos e nos identificamos quanto ao cenário, começo falar de uma nova visão, uma visão que deveria ser da Alta Direção no que se refere à implantação e manutenção do SGQ. Vejamos.
Se a Alta Direção tomasse para si a tarefa de realmente conhecer a grandiosidade que se revela o SGQ como ferramenta de gestão, tenho certeza, teria o sistema como sendo o coração de suas empresas de onde sai e para onde converge toda a energia da empresa, colocando-a em posições de mercado diferenciado sem grande esforço; gastar rios de dinheiro na publicidade e propaganda, porque nós o sabemos é um investimento de grande porte para que seja efetivo e eficiente, acaba sendo uma insanidade quando a empresa nega recursos para o SGQ que, com muito menos elevaria a empresa para o reconhecimento de seus clientes e fornecedores, gerando a propaganda mais forte e eficiente conhecida no mundo comercial a entrega de produtos e serviços com elevada qualidade !
Se uma empresa investe, por exemplo, um determinado valor em publicidade e propaganda para entregar produtos não conformes, jogou no lixo todo o dinheiro investido e perdeu muito mais, a reputação perante o mercado de atuação; se esta mesma empresa investisse a metade do valor acima em treinamentos de seus colaboradores e mantivesse um SGQ sempre moderno, atualizado, com profissionais qualificados, ela ganharia muitas vezes dobradas o valor investido, porque seus produtos e serviços serão recebidos pelos tomadores como sendo de elevada qualidade e, logo, estes aumentarão suas cotações e compras !
No mundo globalizado já não é mérito nenhum ter uma empresa certificada na ISO 9001, aliás, apenas nivela entre “as que são” e “as que não são certificadas”, sendo certo, então, que o diferencial fica na “intensidade” que um SGQ é mantido na corporação e a sua própria eficácia e eficiência, que são medidos pelos indicadores da qualidade sempre próximos das necessidades da empresa, dos seus clientes, fornecedores e colaboradores. Incluímos os colaboradores nesta linha, porque eles são personagens de fundamental importância para o SGQ, regido por um Manual da Qualidade que deverá ser a única e exclusiva referência da empresa na execução dos seus produtos e serviços e por isso, deverá ser conhecido profundamente por todos e, fundamentalmente pela Alta Direção que deve assumir a responsabilidade de manter o comprometimento de garantir a manutenção do SGQ. Dentre os colaboradores da empresa, o/a Gestor/a da Qualidade deveria ser o/a parceiro/a de cada colaborador, sempre solicitado/a para esclarecer os pontos desconhecidos do MQ; de reconhecer as necessidades de treinamentos e; ser o/a grande bússola para os objetivos da qualidade da empresa que deverão refletir a “saúde do SGQ” em produtos e serviços conformes. Deve, portanto, abandonar aquele clichê de “o/a chatinho/a da qualidade” para reconhecer como sendo “a fonte de referência para a qualidade daquilo que executamos e como queremos ser reconhecidos”. By Leandro Chaves.
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